Nem tudo o que é barato é ruim

Por um momento vamos deixar de lado o preconceito e voltar nossa atenção às coisas baratas. Nem tudo o que tem um preço menor do que o normal do mercado é ilegal ou de baixa qualidade. Se teimarmos em ficar fechados neste conceito, várias oportunidades de bons negócios serão perdidas.

Alguém desesperado para vender, porque precisa desovar o estoque, ou usar o dinheiro para outra coisa, ou ainda por estratégia comercial para ganhar mercado e conquistar novos clientes, é alguém que abaixa o preço.

Os usados também podem ser muito adequados a uma situação em que você não precisa do produto novíssimo. Basta um pouco de tempo e paciência para pesquisar e verá quantos bons objetos podem ser comprados pela metade do preço. A família que está vendendo tudo porque precisa mudar-se tem ótimos móveis, eletrodomésticos e às vezes um lindo pet esperando ser adotado. A pessoa que mudou de peso ou de estilo de vida tem roupas, bicicleta, prancha. As feiras de trocas são ricas em livros e brinquedos interessantes. Os leilões oferecem imóveis a preços muito convidativos.

Pesquisar antes de comprar vale para tudo, certo? Então aí vai uma dica: sites de vendas diretas entre pessoas tem uma incrível variedade de produtos – novos e usados – além dos tradicionais classificados nos jornais. Depois de tomar um banho de informações, você estará mais preparado para uma boa compra.

Veja quantas dicas práticas nas seções #BB (Bom e Barato), #OBQSC (O Barato Que Sai Caro), #NVQC (Não Vale Quanto Custa) e #VCC (Vale Cada Centavo) da Voute Contar no Facebook e Instagram. Assim poderá repensar suas escolhas e tentar novas experiências de compra, dando valor ao seu tempo e dinheiro. Você já sabe também que nem tudo o que é caro é bom.

No lazer também há muitas opções para situações de escassez financeira. Parques, museus, shows, praia, esportes, saraus, reuniões de amigos ou familiares, programinhas românticos. Eventos em que você usa a criatividade para a decoração e as atividades podem ser muito divertidos. Nem só de shopping centers, festas cinematográficas e baladas pirotécnicas vive o lazer.

Cuidado, depois de seguir estas recomendações, é possível que você seja contagiado e comece a pensar em trocar, vender ou doar aqueles objetos e bens sem uso… Afinal, que desperdício deixar as coisas mofando e empoeirando quando podiam ter um fim útil para outra pessoa. Que desperdício pagar caro em uma coisa sem necessidade em vez de fazer melhor uso do dinheiro!

Andréa Voûte
foto de Frank McKenna para Unsplash

Para onde os seus impulsos estão te levando?

Adiar a gratificação é um dos segredos do sucesso, comprovado por um famoso estudo da universidade Stanford com crianças de 4 anos: elas ficaram sozinhas em uma sala com um marshmallow, sabendo que se conseguissem esperar 15 minutos para comê-lo, ganhariam mais um e depois poderiam comer os dois. Apenas 1/3 das crianças resistiu à tentação e elas obtiveram 100% de retorno pelo sacrifício de esperar 15 minutos, ou seja, “patrimônio” dobrado. Quando foram verificar a vida dessas crianças quinze anos depois, todas estavam melhor nos estudos e na vida em geral, enquanto os outros jovens eram problemáticos. Ter a paciência de esperar e a disciplina de pensar mais no resultado do que no prazer imediato impacta o futuro mais do que QI e mais do que nível socioeconômico dos seus pais.

Ser impulsivo e inconsequente custa caro. Muitos dos piores gastos dos quais nos arrependemos são decididos nos primeiros segundos e os vendedores sabem disto. Espere pelo menos 24 horas para gastar, observe se a motivação é o medo de não ter aquilo de novo ou o prazer da compra em si, pense se você pode pagar. Cuidado com o impulso de levar vantagem, mentir ou assumir um compromisso que já sabe que não conseguirá cumprir. Cultive a compaixão para não explorar o outro e desenvolva a esperteza para evitar ser enganado. Escolha bem o conteúdo que você lê e assiste, seja seletivo em suas companhias e no lazer.

Alguns negócios desastrosos que quebram uma empresa são fechados no calor do momento e bons negócios são recusados sem pensar direito. É só olhar à nossa volta para constatar que ter objetivos, planejar e executar corretamente dá resultado positivo nas finanças. Projetos bem-sucedidos e negócios de sucesso demandam planejamento sério, competência, muito trabalho, preparação, investimento de dinheiro e tempo para dar lucro. E o sucesso traz prazer também, mais sólido e duradouro; depois que você se supera sente-se muito bem. O prazer imediato é infantil e egoísta, enquanto a felicidade é generosa.

Ser atropelado pelos fatos e reagir a eles é bem diferente de agir e conduzir os acontecimentos. Falar e agir sem pensar costuma trazer problemas na esfera pessoal, acadêmica ou profissional, e afeta especialmente os relacionamentos. Prevenir-se contra imprevistos desfavoráveis tranquiliza e eles serão absorvidos naturalmente. Preparar-se para boas surpresas nos torna aptos a aproveitar melhor as oportunidades quando elas surgirem. Precisamos da inteligência emocional e do autocontrole e isso não quer dizer reprimir as emoções.

Perdeu dinheiro? Estude como recuperá-lo. Perdeu o controle? Retome e não prolongue a bagunça. Só não podemos exagerar e passar todo o tempo planejando, é preciso agir e colocar em prática o que foi planejado. A função maior do planejamento é saber qual a coisa certa a fazer, quando, como e onde. Se não houver ação, ele perdeu a finalidade. Se você se perder nos detalhes, talvez não dê tempo de executar — atualmente tudo acontece muito rápido. Tornar-se obcecado por controle não é saudável e nem realista. Resista aos impulsos, mas saiba diferenciá-los de uma intuição, um instinto verdadeiro. Viva bem o presente, lembrando-se de considerar o futuro.

Andréa Voûte

foto de Tommaso Fornoni para Unsplash

O que chamamos de dinheiro

Primeiro foram os cartões de crédito e débito, depois formas de pagamento como PayPal (do E-bay, EUA) que passa pelo cartão de crédito, sua digital, íris e tokens e agora outras que não tem qualquer relação com o que já conhecemos. O dinheiro vivo é cada vez menos usado, somente cerca de 5% das transações financeiras do mundo. Na China, é comum pagar nas lojas e camelôs apontando o celular para uma plaquinha com um QR Code (uma espécie de código de barras) do estabelecimento e Alipay da empresa Alibaba e WeChatPay da empresa Tencent são os meios de pagamento mais usados.

As fintechs são empresas do mercado financeiro que usam intensamente a tecnologia para prestar serviços modernos, menos burocráticos e mais baratos. Elas costumam ser mais especializadas, oferecendo somente um serviço, como conta digital, cartão de crédito, investimentos ou empréstimos. Bancos digitais sem agências físicas, cartões de crédito sem tarifas, empréstimos a juros menores. Quanto mais a tecnologia avança e o seu custo cai, mais estímulos para as fintechs decolarem. Mesmo assim, algumas já quebraram e muitas dão prejuízo ou um lucro que nem chega perto das instituições financeiras convencionais.

São fruto da insatisfação dos clientes bancários que ficam nos bancos por obrigação e por insegurança mas não gostam dos serviços, desconfiam da isenção dos conselhos recebidos, acham caras as tarifas e juros e prefeririam ter mais opções de bancos concorrendo. Os bancos já estão reagindo, tentando criar alternativas competitivas e questionando a segurança dos dados e do patrimônio dos clientes que as fintechs proporcionam.

“A criptomoeda (ou criptodinheiro) é um meio de troca que se utiliza de criptografia para assegurar transações e para controlar a criação de novas unidades da moeda.[1] Criptomoedas são um subconjunto das moedas digitais. O Bitcoin tornou-se a primeira criptomoeda descentralizada em 2009.[2]  Desde então, inúmeras criptomoedas foram criadas.[3] Criptomoedas usam um controle descentralizado, ao contrário de sistemas bancários centralizados.[4]  O controle descentralizado está relacionado ao uso do block chain (Banco de transações do Bitcoin) no papel de livro de registros.[5] ”  Wikipedia

Um programador japonês (ou empresa) de pseudônimo Satoshi Sakamoto desenvolveu o Bitcoin – BTC – em 2009. A partir daí, surgiram muitas outras, como Ethereum (ETH), Stratis (STRAT), Ripple (XRP), Siacoin (SC), Dash (DASH), Aeon (AEON).

Você baixa um programa que é uma carteira virtual, compra seus primeiros Bitcoins com dinheiro real e depois começa a usar, por exemplo, pagando compras virtuais. Tem algumas semelhanças com câmbio de moedas estrangeiras, inclusive com emissão limitada. Usuários “mineiros” emprestam o seu computador para resolver cálculos e ganham Bitcoins, mas a mineração rende pouco e exige muito processamento e energia elétrica.

Os governos tratam as criptomoedas de formas bem diferentes e todos estão atentos e planejando maneiras de taxar e regular as transações feitas com elas. A ideia é ter moedas internacionais, independentes e anônimas que diminuam a violência e economizem as despesas com impressão, transporte e armazenagem do dinheiro físico. Mas não ter para quem reclamar ou a quem rastrear e processar não inspira segurança. Além disso, dinheiro virtual também precisa ser protegido e ver os dígitos sumirem da sua conta também é uma forma de violência.

Algumas pessoas estão usando as criptomoedas para especular, o que é arriscadíssimo pela alta volatilidade (os preços oscilam mais do que ações, dólar e ouro) e alto índice de roubo e fraude. A liquidez é menor do que Dólar e Euro e mesmo para usar como forma de pagamento ainda é pequena a aceitação. Para arriscar-se a investir nas criptomoedas, você precisaria acompanhar de perto as notícias sobre elas, sobre tecnologia e todos os fatores políticos e econômicos que poderiam influenciar a moeda a subir ou cair. Mesmo que use uma corretora.

O dinheiro em espécie é algo concreto e portanto fácil de entender e sentir. Por tudo o que já estudei sobre psicologia do dinheiro e finanças comportamentais, imagino os gastadores gastando mais e os desligados do dinheiro ficando ainda mais desligados. Pagar com dinheiro em papel faz com que você use o tato, a visão e o olfato; para planejar os saques e contar o troco você pensou e adquiriu uma consciência maior do seu gasto. Receber em dinheiro também é gostoso e contar as notas, esconder no cofre, ver a criança juntar no cofrinho, colecionar moedas estrangeiras, tudo isso tende a virar história em breve. Os conceitos de liquidez, riqueza, crédito e investimento estão mudando e quanto mais você entender de tecnologia melhor.

Os desejos e a liberdade

Tantas coisas almejamos fazer com nosso dinheiro que já não sabemos o que nasceu em nosso interior e o que foi influência de quem convivemos ou “implantado” pelas grandes empresas, já que os mecanismos do marketing moderno são sofisticadíssimos e sutis. Hoje o marketing conhece nosso cérebro e comportamento melhor do que nós mesmos.

Vamos resolver isso então! Mergulhemos cada vez mais no autoconhecimento, observando diariamente a nós mesmos. Prestemos atenção nos números, nas emoções ao ganhar, gastar, poupar, investir, perder e doar. Parece que gastar traz felicidade, que merecemos mais, que podemos tudo, que as condições de pagamento estão facilitadas, mas racionalmente já sabemos que não é bem assim.

Como transformar um rico em pobre, um feliz em infeliz, um calmo em estressado? A fórmula é bem simples, faça ele desejar cada vez mais e gastar tudo o que tem e mais um pouco, faça ele sentir-se ultrapassado e por fora, aumente as expectativas e chame os luxos de necessidade. Toda a sua riqueza será engolida pelos juros, toda a sua satisfação será sufocada pela ambição insaciável e toda a sua calma será atormentada pelas dívidas e dúvidas sobre conseguir cumprir todos os compromissos que gerou.

Uma das coisas que a maioria das pessoas felizes tem em comum é gostar do que tem e dar valor às pequenas coisas. Só que estamos expostos a milhares de propagandas por dia que nos dizem claramente ou insinuam o contrário. Somos atraídos para a novidade, seduzidos pela perfeição, induzidos ao prazer do consumo e levados a acreditar que temos coisas antiquadas e uma vida sem graça. Não se trata de uma teoria da conspiração para deixar a todos mal, basta que quem venda algo seja egoísta e não se importe verdadeiramente com o consumidor nem com o meio-ambiente. É quem gasta que precisa ter muita consciência.

Tenho visto pobres que ganham muito bem e vivem no luxo, mas se ficarem um mês sem trabalhar seu castelo de areia desmorona e estão em sérios apuros. Tenho visto pessoas de natureza simples serem influenciadas pelo consumismo e aumentarem a sofisticação gradualmente até o ponto da futilidade. Tenho visto vaidosos que trocam o cuidar-se por produzir-se e ainda que gostem do que veem no espelho, não se reconhecem ali e, sem todos os acessórios e recursos, ao saírem do banho sentem-se incompletos, quando deveria ser o contrário. Tenho visto ricos que financiam o consumismo alheio e são coniventes com a preguiça dos seus dependentes, comprando assim o afeto e a presença de quem deveria estar por perto naturalmente.

Não precisamos nos torturar inutilmente por valores irrelevantes nem poupar cada centavo, não nos permitindo usufruir do fruto de nosso trabalho, é claro. É uma questão de cuidar da sanidade mental e da liberdade, evitando nos deixar escravizar por coisas que na verdade não importam.

Comparação inteligente de preços

Imagem gratuita do Pixabay

As diferentes embalagens dificultam bastante nossa comparação entre os produtos e uma decisão rápida e consciente. Vejam o caso do supermercado, onde o certo seria saber o preço por litro / kilo / metro / unidade, na prateleira. Além disso, vale considerar a qualidade e o rendimento (ou concentração) do produto, que podem variar bastante. Para quem acha que todos os produtos industrializados seguem um padrão mínimo de qualidade, pergunte a quem já visitou ou trabalhou em mais de uma indústria…

Tomemos como exemplo o papel higiênico e o suco pronto.

Rolos de papel higiênico podem ter 30 ou 60 metros. Qual compra vale mais à pena – 8 rolos de 30 metros folha simples comum por $5,69 ou 4 rolos de 30 metros folha dupla macia por $7,14? O simples custa 2 centavos por metro e se dissolve mais facilmente, mas você precisa usar o dobro da quantidade enquanto o macio custa 6 centavos o metro (o triplo), só que rende mais e talvez você possa usar também como lencinho para acudir gripes ou limpar algumas coisas delicadas.

E na hora de comprar o suco, você preferiria um concentrado por $15,00/litro ou pronto por $5,00/litro? Depende da diluição, de quanto rende o concentrado. Sabendo que a maioria dos sucos tem corante, espessante e aromatizante (incluindo os concentrados) você estaria disposto a pagar mais por um produto natural? E por um sabor exótico de fruta do Nordeste ou da Europa? Você acha que vale à pena um suco light ou diet mesmo sem que você seja diabético ou obeso?

A quantidade de opções nos confunde, chegue ao supermercado com algumas ideias já formadas e procure saber o preço por unidade. Minha maior surpresa foi constatar que nem sempre as embalagens de maior quantidade são realmente mais econômicas, acontece de serem do mesmo preço ou até mais caras… Compare!

Qual é o preço do kg de cada alimento que você costuma consumir? E se algum deles for bem leve ou muito pesado, se algum deles você consumir em grande quantidade ou pouquíssimo, também é preciso considerar. Com estes dados, fica mais fácil cruzá-los com as informações nutricionais e decidir onde você está fazendo bons e maus negócios. Vamos a alguns itens de lanche que fiz uma média de supermercados diversos.

ALIMENTO R$/KG PESO QUANTIDADE
frios 50,00 pesado pequena
queijo 40,00 pesado pequena
pão de forma 10,00 leve grande
leite (litro) 3,00 pesado grande
café 20,00 médio pequena
margarina 10,00 pesado pequena
abacate 6,00 pesado pequena
banana 6,00 pesado média
laranja 4,00 pesado média
maçã 6,00 médio média
mamão 8,00 médio pequena
castanhas 90,00 médio pequena

E então?  O que você acha que vale quanto custa? Observe que nem sempre os alimentos saudáveis são os mais caros, pelo contrário.

Andréa Voûte

Gastador x acumulador

GASTADOR x ACUMULADOR

imagem free do Pixabay

Andréa Voûte

Ninguém é 100% gastador ou poupador e poucos encontram um equilíbrio razoável entre comprar demais e guardar demais. Na tabela abaixo coloquei o fruto de minhas observações da consultoria e da vida. Este não é um teste científico, é para você ver com qual tipo se identifica mais.

Nenhum dos dois gosta de ser pobre, porém o gastador sente-se mais à vontade na abundância e o acumulador na escassez e ironicamente a tendência é acontecer o inverso. O poupador pode aposentar-se antes e melhor se quiser, só que nunca estará satisfeito. Os dois receiam não ter dinheiro, nenhum deles aceita bem a pobreza, mas o acumulador pobre sofre um pouco menos e sai mais rápido, enquanto o gastador pobre terá mais problemas por mais tempo.

GASTADOR ACUMULADOR
Adora gastar em qualquer circunstância, em qualquer local, qualquer valor, com qualquer finalidade. Adora saber que poderia ter comprado mas disse não e guardou para o futuro.
Tudo para ele é barato. Tudo para ele é caro.
Torce para o shampoo acabar logo e ele poder abrir um novo, torce para a roupa não servir mais, para ele ter uma desculpa para ir à loja comprar uma nova, vibra quando o curso termina e já começa a pesquisar o próximo curso para fazer, na alegria de comprar o presente de aniversário já compra a roupa da festa e mais alguma coisa para ele também, normalmente não planejada e às vezes mais cara do que o presente. Costuma economizar, espremer o tubo da pasta de dentes, usar o mesmo computador por 10 anos, apagar as luzes e fechar as torneiras, escolher o carro só pensando no custo de manutenção, fazer tudo com as próprias mãos e consertar o sapato furado.
Orgulha-se de aproveitar a vida com alegria, considera-se uma pessoa leve e relaxada. É rígido e se orgulha da austeridade com que leva a vida, preocupa-se com a sua reputação.
Adora usar um produto novo e saber que pode comprar. Faz questão de usar produtos antigos e saber que está esticando a sua vida útil.
Sente-se superior em generosidade e humanismo ao poupador e o vê como egoísta, materialista, mesquinho e avarento. Sente-se superior ao gastador e rotula-o como infantil e inconsequente. Sente-se uma pessoa mais consciente, controlado, responsável e rico.
Existe o gastador que também é acumulador. Imagine comprar demais e depois não conseguir doar, vender ou jogar o que tem em excesso. Mesmo sabendo que já possui um enorme estoque daquele objeto, continua comprando. Adora colecionar objetos, carros, obras de arte ou até animais. Isso pode piorar e ocupar cada vez mais espaço, ele começa a guardar coisas inúteis e apegar-se a tudo. Cerca de 5% da população tem distúrbios de acumulação como o colecionismo. O colecionador pode ter várias manias como nos Transtornos Obsessivo-Compulsivos (TOC) e perde saúde física e mental, perde qualidade de vida e vive constantemente na bagunça e na sujeira.
Não gosta de perder, mas aceita melhor as perdas. Joga fora sem dó para ter a desculpa de poder comprar mais e pode vir a se arrepender. Sente-se desconfortável em desfazer-se das coisas que possui, podendo chegar a fobia de jogar fora e diz que quem guarda tem, mesmo sabendo que nunca mais usará.
É otimista e nas poucas vezes que pensa no futuro imagina tempos melhores, mais fáceis, prósperos e felizes. Quando tem reserva é para viajar, comprar algum bem ou realizar algum sonho de consumo o mais rápido possível. O gastador diz que a vida é curta e sabe que pode morrer amanhã, portanto devemos viver intensamente e curtir o momento. Morre de medo de ficar sem reserva de emergência. Sabe que o futuro pode trazer emergências absurdas, crises terríveis, doenças perigosas e acidentes caros. Contenta-se com uma recompensa futura maior e realiza mais sonhos. Diz que devemos ser prudentes e sabe que a expectativa de vida tem aumentado, portanto muitos de nós passaremos dos 100 anos de idade.
Inveja o futuro do poupador e sua segurança. Inveja o presente do gastador e sua alegria.
Quando vê que o investimento rende um baixo percentual por mês e um bem tem valorização lenta e incerta, logo desiste e gasta. Tem mais paciência e disciplina naturalmente para esperar o patrimônio crescer. Ele adora acompanhar a evolução dos seus investimentos e a valorização de seus bens. Precisa da sensação de fazer a coisa certa.
Perde prazos, parcela, refinancia, renegocia, paga multas e juros por atraso, complica tudo. Os dois gostam de pagar as contas em dia, mas o acumulador tem maior facilidade para conseguir.
O gastador tem uma lista de dívidas que normalmente nem está registrada. O acumulador tem uma carteira de investimentos que normalmente é bem controlada e gerenciada.
Mesmo empobrecendo não consegue parar de gastar. Mesmo ficando rico não para de acumular. Quer acumular dinheiro para várias gerações.
Rico será feliz mas pode perder tudo se exagerar e insistir em gastar mais do que ganha. Rico pode transformar-se naquele ambicioso insaciável que busca sempre mais um dígito.
Os que estão muito endividados tem vergonha das dívidas e sentem-se mal, fracassados e culpados. Alguns dão a volta por cima com grande esforço e outros acostumam-se ou até ficam viciados em dívidas. Tem horror a dívidas e muitos passam a vida toda sem fazer nenhuma. Costumam ter mais independência financeira em relação a outras pessoas.
É apaixonado por listas de compras ou de desejos de consumo, quando não estão no papel estão na memória todas as coisas que ele está “precisando” agora. Tudo é motivo para uma nova lista maior possível: quando vai viajar tem a lista de compras para a viagem, quando muda de moradia faz a lista de compras da reforma, muda frequentemente de atividade física e ao começar compra todo o equipamento para ela. Enfim, cada passo que ele dá gera uma nova leva de gastos. Sofre para gastar, sente-se culpado, fútil e inconsequente quando gasta. O acumulador está sempre pensando se aquilo não vai fazer falta, seja o dinheiro que gastou ou deixou de ganhar, o objeto que vendeu, doou ou descartou. Alguns comem alimentos estragados por dó de jogar fora.
Acha que a vida não vale a pena com orçamento curto demais, que não vale a pena trabalhar se não puder usufruir do resultado deste trabalho. Decidir o que não comprar é um sacrifício gigante. Tem horror de economizar, preencher controles, fazer orçamento, cortar gastos, contar moedinhas e fazer contas em geral. Vive de pão com ovo por um tempo se precisar, lazer é pizza de muzzarela, almoço é marmita, água é da torneira e na rua ele passa fome e sede mas não gasta. O acumulador costuma valorizar mais a vida simples. Não sofre para economizar porque não se importa com o presente e sim com o futuro.
O gastador se diverte pesquisando preços, escolhendo, olhando vitrines e caçando ofertas e ainda prefere comprar por impulso. Ele pode planejar as compras, mas sempre extrapola o plano. Se ele conseguiu pagar menos, vai acabar gastando o restante em outra coisa para compensar e não volta para casa com troco. Planeja as compras e segue o plano, espera, calcula e pesquisa. Pode comprar até mais que o gastador, mas são coisas grandes, caras e duráveis. Negocia até abaixar o preço ao menor valor possível. Não se preocupa tanto com o motivo de ser barato, se pode envolver roubo, escravidão, exploração ou sonegação.
Tem plena consciência que o dinheiro é um recurso para ser usado e acha o maior desperdício de tempo e energia vê-lo parado Espera que o dinheiro lhe traga segurança e paz e não se conforma com os desperdícios financeiros do gastador.
Poupa quando sobra depois de gastar. Gasta quando sobra depois de guardar.
Ajuda aos outros com mais frequência, mas também pede ajuda com mais frequência e não necessariamente as pessoas a quem ele ajuda são as mesmas para quem pede ajuda. Consegue ajudar a mais pessoas e nas crises são muito procurados para isso. Podem “adotar” alguns gastadores.
É mais facilmente manipulável para comprar compulsivamente mesmo sem poder ou precisar. Cerca de 5% da população tem Oniomania – compra demais. Só compra o que estava precisando ou planejando, às vezes nem isso.
Está mais interessado no prazer de gastar, no momento da compra do que no produto ou serviço em si. Para ele dinheiro traz alegria e prazer imediato. O gastador odeia esperar, ele é ansioso e quer tudo agora. Ele não precisa terminar o que começou nem faz questão de usar o que comprou. Compra menos e melhor.
Desperdiça dinheiro, tempo e energia comprando o que não precisa ou não pode e pagando juros. Desperdiça tempo e energia em busca do custo mínimo, economizando o que não precisa e desperdiça espaço guardando o que não usa.
Quando diz que está sem dinheiro é porque ele já gastou tudo o que tinha e mais alguma coisa de cheque especial e empréstimo. Quando diz que está totalmente sem dinheiro ele ainda tem uma reservinha.

 

Muitos gostam de ganhar mas podem sentir-se culpados e ser meio desligados do dinheiro. Gosta de ganhar dinheiro e pode tornar-se um escravo dele, pensando e falando só nisso.

BOA FORMA FINANCEIRA

BOA FORMA FINANCEIRA

Andréa Voûte

Assim como a comida, o dinheiro é uma “coisa” com a qual temos de nos relacionar a vida toda, querendo ou não, sabendo ou não; portanto vamos tornar esse relacionamento o melhor possível?

Sentir-se gordo em relação aos magros e sentir-se fora de forma diante dos saudáveis começa a preocupar. O mais importante é o que fazer com essa preocupação – culpar-se a cada mordida, sofrer a cada despida, ou reagir positivamente, por exemplo, começando uma dieta alimentar e um programa de exercícios? Vamos fazer um check-up financeiro, olhar de frente nossa realidade, nossos números. Detectados os excessos, as doenças e as carências, é hora de mexer-se. Assim como não há reeducação alimentar sem controle de alimentos e bebidas, do peso e de preferência até das medidas, adivinhe como funciona a educação financeira?

Como eu ganho meu dinheiro, quanto eu ganho, de quem e quando? Aproveitamos para questionar cada detalhe da receita e se é possível melhorá-la. Pensando no que é ganhar bem, o que é ser rico na minha concepção, analisando a carreira, as oportunidades e as crenças a respeito do dinheiro e do lado material da vida, perceberemos que muitos problemas financeiros vêm de questões mal resolvidas em relação à receita. É importante saber com que gasto o dinheiro e conhecer as minhas necessidades, luxos e desperdícios. Quais são as prioridades entre presente e futuro, qualidade e quantidade, poupança e consumo, generosidade e benefício próprio?

Racionalizar os gastos é bem mais complexo do que simplesmente sair cortando tudo o que não é essencial, é como comer com qualidade satisfazendo a fome e, de vez em quando, aproveitando um banquete. Com o passar do tempo, vamos percebendo que é mais importante cultivar os pequenos hábitos do dia a dia do que as grandes e doloridas intervenções radicais feitas esporadicamente, que podem ser evitadas se determinados hábitos forem praticados. Pequenas economias, que formam poupanças (aparentemente) lentas, pode ser o começo de um milagre da prosperidade. Da mesma forma que a gula não é saudável, a abstinência não contribui para a saúde. Poder mas não conseguir usufruir do próprio dinheiro, ganho honestamente com o trabalho, é uma pena, viver dia e noite pensando economizar em cada centavo e sacrificar completamente o presente em nome do futuro, só se for por uma fase.

Para minha dieta financeira ficar mais vitaminada, que informações eu devo buscar? E para ganhar força, resistência e novos contornos, que exercícios eu devo fazer?

Invista sempre em sua educação financeira, pois ela afeta a sua qualidade de vida. É gostoso comer bem, às vezes saborear uma sobremesa, ou até dizer não para ela no auge do autocontrole, mas tudo dentro de minha dieta, que eu mesma escolhi.

O FIM DO ANO

O FIM DO ANO

Andréa Voûte

Para quem tem o privilégio de receber um salário a mais por ano – ou dois – vale a pena olhar com cuidado para o décimo-terceiro salário, fruto do seu trabalho, antes de entusiasmar-se com os gastos de fim de ano.

Quanto mais rodeados de pessoas estivermos, seremos chamados para muitas coisas e mais seletivos precisamos ser. Festas e reuniões para todos os gostos, formais ou bagunçadas, tediosas ou animadas. Viagens também, seja no campo, na praia ou até alguns dias cheios de neve no exterior. Presentes e lembrancinhas para amigos, parentes, funcionários e colegas ansiosos por recebê-los… Promoções de natal e ano-novo em todo o comércio, lojas enfeitadas como nunca e acabamos até consumindo para nós mesmos, além de todos os outros gastos. Janeiro? Ano que vem? Quem quer pensar nisto neste momento de euforia total?

Eu insisto, tenha em mente o que é importante para você e deixe um espaço para o imprevisto. Dizer “sim” para todas as pessoas e os desejos faz você se sentir parte de algo maior, mas depois pode ocasionar um caos por não dar conta do que se comprometeu a fazer. Correr de uma festa para outra só para cumprir o protocolo, viajar demais sem tempo de curtir o local e as pessoas direito, participar de rituais que não te dizem nada, comer e beber o que não poderia, gastar além dos seus limites… Não recomendo negar sempre e ficar alheio ao “movimento fim de ano” com seus apelos, é verdade que há muitas oportunidades e encontros nesta época.

O social, a família, o descanso, o dinheiro, o lazer, o que realmente te motiva? Entre as festas que você pode ir, o que significam para você e o que aconteceria se você escolhesse só uma parte delas? E as viagens, qual delas seria realmente divertida e proveitosa? Que presentes da sua lista estão dentro de seu orçamento e são importantes para a pessoa ou para o relacionamento? Ao receber em casa, é preciso mesmo uma mesa excessivamente farta e suntuosa e depois ficar semanas comendo as sobras daquela ceia? Todos estes encontros precisam mesmo ser em dezembro?

Calma, questionar é um hábito saudável! É possível que você esteja se deixando levar a gastar mais do que deveria e que tenha se esquecido de algo importante… Dezembro passou a ser o mês mais estressante do ano mas não precisa ser assim. Pense antes de comprometer-se demais, planeje e seja mais consciente e seletivo.

Um ano é um ciclo de vida, como muitos outros e, se você costuma fazer um “balanço anual” de sua vida, que maravilha, tem gente que não faz isto nunca! Quanto às finanças, como foi este ano para você? Reflita sobre as coisas que você fez para usar melhor o seu dinheiro em 2016 e o que pode fazer em 2017. Normalmente as crises nos ensinam muito, é uma boa ideia registrar estas lições por escrito.

AUTONOMIA NA ALIMENTAÇÃO

Fazemos de três a seis refeições por dia, muitas vezes variando o local e o tipo de alimentação. É cada vez maior o número de pessoas que delega a alimentação para os profissionais do ramo, como empregadas domésticas, máquinas, restaurantes, supermercados e a indústria alimentícia. As cozinhas são cada vez menores e menos equipadas, os alimentos tornaram-se exageradamente processados e artificiais, o conhecimento básico sobre culinária, jardinagem e a origem das carnes diminuiu bastante. A maioria de nós não lê os rótulos e quando tentamos é preciso usar lupa, tradutor e conhecimento científico para decifrá-los.

Comer não é só nutrir o corpo e ingerir calorias. Almoço com os colegas é networking, com a família é reforçar os laços, com os amigos é um ato social e com o parceiro/a é intimidade, sozinho é reflexão. Alguns tem compulsão alimentar, outros são viciados em açúcar ou gordura e há pessoas que procuram nos alimentos as memórias boas da infância. Evite comer enquanto trabalha ou estuda, faça uma pausa e relaxe. Escolha seus alimentos, experimente variações, não faça as refeições no piloto automático, não confie cegamente na indústria alimentícia ou no restaurante. Considere o preço e o sabor sim, mas o critério principal deveria ser a saúde ao decidir o que vai consumir e absorver. Informação e consciência sobre nutrição contribuem para a sua autonomia alimentar.

Cozinhar não é tão complicado que não possa ser aprendido. É uma tarefa básica e necessária, mesmo que depois você queira ou possa delegar a culinária, não deve ser ignorante quanto ao preparo dos alimentos. Assim dificilmente passará fome ou será obrigado a comer algo ruim ou sujo, você controla a quantidade, qualidade e higiene. No início siga receitas e aos poucos liberte-se delas. Você vai errar no tempero até perceber a importância dos detalhes, vai errar na consistência até lembrar-se da química, vai queimar a comida até dizer não às distrações, vai cortar os dedos até criar métodos, vai desperdiçar até aprender a planejar, vai queimar-se até respeitar o fogo, vai adquirir paciência para descascar legumes e mexer a panela. Por fim você tem agilidade e criatividade, consegue inventar receitas e combinar ingredientes de forma mágica, agrada a diferentes paladares e restrições alimentares, talvez enfeite a comida e quem sabe recrute algum ajudante enquanto conversam. Comprar bem os ingredientes e não só produtos alimentícios é uma arte a ser aprendida também.

Plantar é aproximar-se da natureza e colher é como imprimir seu próprio dinheiro. Você mudará completamente a forma de ver as frutas, os legumes e verduras se acompanhar todo o ciclo de vida deles cuidando de cada etapa. A jardinagem é tão especial quanto cozinhar, comprovadamente terapêutico, proporcionando um exercício e a participação ativa na produção do que consome. Comece com vasinhos de ervas e plantas fáceis de cultivar e que durem anos, depois quem sabe aumente para uma linda horta, um pomar perfumado, algumas galinhas e peixes. Isso reduz sua dependência dos mercados e te dá uma noção do preço justo de cada coisa. Colher só o que vai usar naquele dia também reduz o desperdício. Aproveite para desenvolver uma produção orgânica e com isso ganhe saúde e sabor do alimento fresco e natural. Quanto aos bichinhos, divirta-se brigando com os que ameaçam a sua colheita e faça amizade com as minhocas e os polinizadores. Reutilize restos de vegetais compostando até virar adubo, reduzindo drasticamente a quantidade do seu lixo orgânico.

Andréa Voûte

AUTONOMIA NOS CUIDADOS PESSOAIS

Ainda não inventaram melhor pessoa para cuidar de você do que você mesmo. Aqueles momentos só seus de amor próprio e autoconhecimento, em que você percebe a textura da pele e do cabelo, ouve o corpo, sente onde dói e onde é sensível. Você detecta os probleminhas a corrigir, alonga-se para alcançar as costas e esbarra nos limites desse alongamento. Agora você só tem que se preocupar com o produto certo e o melhor tratamento. Você pode ficar em silêncio ou até colocar uma música que combine com o seu humor, para que seja realmente terapêutico. Depois estará bem cuidado, cheiroso, relaxado, macio, saudável, um prazer sereno.

Tudo o que tem que ser feito com uma frequência diária ou semanal você deve saber fazer. Lavar os cabelos é tarefa básica de higiene pessoal e se você costuma secar no secador ou modelar, aprenda a fazê-lo direito. É gostoso ter alguém massageando o seu couro cabeludo e cuidando de você, mas terceirizar totalmente esta tarefa demanda muito tempo e dinheiro. Quem pinta os cabelos um dia precisará pintar em casa, é bom treinar de vez em quando porque não ficará bom da primeira vez. A escolha dos produtos corretos para o seu tipo de cabelo deve ser sua, com orientações do cabeleireiro, da vendedora da loja de cosméticos e de textos da revista. Considere também o tipo de agressão natural ou química a que ele está exposto, a textura, o volume, o comprimento e até a cor. Teste e varie os produtos, mas informe-se com gente séria. É possível fazer ótimas hidratações em casa, economizando muito. Quanto ao penteado, você não precisa saber fazer esculturas elaboradas para ir ao casamento chique, mas coisas básicas do dia-a-dia sim, compre acessórios de cabelo e experimente quando estiver sozinha sem compromissos.

Quando vou à manicure, já chego com as unhas cortadas e lixadas, no tamanho e formato certos. Nem penso em terceirizar estas tarefas e nas raras vezes que o fiz, detestei o resultado. Hidrato minhas mãos e pés todos os dias e empurro as cutículas uma vez por semana. Levo meu próprio kit ao salão, que eu mando amolar, desinfeto com álcool e troco de vez em quando. Isso é fácil e eu não confio na estufa e no conhecimento técnico que a manicure tenha de saúde. Saber esfoliar a pele do jeito certo e na frequência certa tira as células mortas, manchas, pelos encravados e cravinhos superficiais, além de estimular a circulação. Massagear seus próprios pés é bem relaxante, nos ombros e pescoço alivia dores. Você pode não saber desfazer os nódulos com tanta competência quanto a massoterapeuta, mas conhecerá melhor cada um deles e poderá refletir de onde eles vieram. Quem gosta de maquiagem, deve aprender a fazer para não cair naquela situação de pagar caro e não gostar do visual.

Cuide-se mais, faça uma pausa na correria e curta os momentos e os resultados em sua saúde física e mental por fazer isso. Você que já cuida do trabalho, da saúde, dos estudos, do carro, da família, da casa e do dinheiro, cuide de você. Você pode e deve tornar-se o maior especialista em você mesmo, sabendo melhor do que ninguém o que deve e não deve ser feito, recebendo ajuda sem ficar dependente, sem ter que esperar o dia da clínica ou salão.

Andréa Voûte